Notícia

Gasolina adulterada na mira






De um lado, a sonegao de impostos. Do outro, a adulterao de
produtos. As denncias de irregularidades que cercam o abastecimento de
combustveis em Santa Catarina no esto dimensionadas por nmeros, mas
existe uma coincidncia de indcios apontando que o problema pode ser
mais grave do que parece.


Os empresrios de postos pedem mais ao do governo estadual contra
o aumento sonegao, que acompanha a adulterao dos combustveis. O
Ministrio Pblico Estadual confirma que embora ocorreram avanos, a
existncia de casos de adulterao ainda preocupa. J o Comit Sul
Brasileiro de Qualidade dos Combustveis refora as informaes dos
donos de postos sobre o aumento das fraudes contra o consumidor
catarinense.


Nos primeiros dias de agosto, sai a primeira medida concreta. A
Secretaria de Estado da Fazenda envia projeto Assembleia Legislativa
para combater os crimes de sonegao e adulterao de combustveis
entre postos catarinenses. O documento j havia sido anunciado h 18
dias, mas no foi concludo a tempo de evitar o recesso dos deputados,
que termina hoje.


O foco da Fazenda recuperar a cobrana de impostos no setor de
combustveis, responsvel pela maior fatia (20%) da arrecadao total
do Estado. Mas o presidente do Sindicato do Comrcio Varejista dos
Derivados de Petrleo do Estado (Sindipetro), Luiz Antnio Amin,
acredita que as medidas anunciadas (veja quadro abaixo) devem
contribuir tambm para conter tambm a adulterao de produtos.


Hoje muito fcil entrar com produto sonegado ou adulterado em
Santa Catarina. As aes prometidas devem inibir as duas infraes
destaca o empresrio Amin.


Para o presidente do Sindicato das Revendas de Combustveis do
Litoral Catarinense, Algenor Costa, a situao mais grave de Itaja,
onde atuam cerca de 50 postos. Ele diz que os problemas se agravaram
nos ltimos trs anos e a grande margem de variao dos preos nos
postos, que hoje vai de R$ 2,08 a R$ 2,59 o litro no caso da gasolina,
reforam as suspeitas de sonegao de impostos e adulterao dos
combustveis.


Esse projeto do governo precisa ser implementado emergencialmente
sob pena de o mercado perder a maioria dos revendedores honestos e
abrir espao para os maus comerciantes reclama Costa.


Para o presidente do Sindicato dos Revendedores Varejistas de
Combustveis de So Jos e Regio, Paulo Daniel Dams, estes tipos de
fraudes geram uma concorrncia desleal no setor, prejudicando as
empresas regulares. Ele cobra uma maior conscientizao por parte dos
consumidores.



Fonte: Dirio Catarinense
Data: 31/07/2009