Notícia

Coppe v Brasil melhor preparado para combater acidentes como o do Golfo do Mxico

Apesar dos alertas feitos quanto necessidade de aumentar a segurana
das atividades petrolferas offshore (no mar) no pas, o diretor de
Tecnologia e Inovao da Coordenao dos Programas de Ps-Graduao em
Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ),
Segen Estefen, disse Agncia Brasil que no h dvida de que o pas
est melhor preparado para combater acidentes como o que vem causando
derramamento de leo na parte americana do Golfo do Mxico h mais de
um ms.

 

O Brasil est melhor preparado porque tem a Petrobras - que uma das
empresas mais bem preparadas no mundo para enfrentar acidentes desse
tipo. Mas bom ressaltar: nem mesmo a Petrobras est fora do estado da
arte da indstria do petrleo, ou seja, do risco. Um vazamento desse
tipo em mar aberto, descontrolado, traria dificuldades semelhantes s
que esto sendo enfrentadas no Golfo do Mxico, alertou.



Sobre os rumos que devero ser seguidos pela indstria do petrleo nos
Estados Unidos, Estefen acredita que o pas ainda est em estado de
choque e que vai levar um bom tempo para digerir e avaliar melhor os
fatos.

 

O que ns entendemos de mensagem do presidente dos Estados Unidos, e
que tambm se aplica ao Brasil, que o rgo regulador [no caso do
Brasil a Agncia Nacional do Petrleo, Biocombustveis, e Gs Natural]
tem que reforar a sua atuao tcnica de avaliao e preveno de
riscos.

Para o professor, o trabalho da ANP vai alm da promover leiles, regular o mercado e fiscalizar contratos.

Ela tem que atuar avaliando os riscos e recomendando procedimentos
para minimizar esses riscos. Para isso, tem que reforar a sua equipe
tcnica. Acho que sobre isso que o presidente dos Estados Unidos vem
se manifestando de forma mais contundente.

Estefen acredita que o acidente nos Estados Unidos pode, de certa
forma, alterar a poltica americana sobre a utilizao de combustveis,
direcionando-os mais para os biocombustveis como o etanol brasileiro.

 

Eu diria que todas as energias renovveis, e as de baixo carbono em
geral, comeam a ser beneficiadas por esse acidente e as discusses que
a ele se sucederam. Mas tambm fato que, sem dvida, o mundo no
poder viver sem a energia proveniente do petrleo por pelo menos uns
30 anos.
 



Fonte: Agncia Brasil
Data: 28/05/2010